15 passos para adotar tecnologias em sala de aula

Porvir
“Com a adoção das tecnologias digitais dentro e fora das salas de aula, o processo de ensino e aprendizagem vem se tornando, rapidamente, um grande desafio para uma geração de professores que estudou e aprendeu a ensinar em uma era pré-digital”, afirma a especialista. Segundo ela, a intenção do guia é ajudar o professor nesse momento de transformação e compartilhar insumos para que ele seja capaz de promover a chamada educação 3.0.
Com um viés bastante prático, o guia visa ajudar o professor a inserir diferentes recursos de maneira orgânica em seu dia a dia. Dividido em seis capítulos, o livro vai discutir a importância da assimilação significativa da tecnologia pelo professor, vai propor atividades em que ele possa desenvolver novas abordagens do ensino e ter contato com alguns objetos digitais de aprendizagem que podem ser ferramentas úteis nesse processo. Para Allan, mais do que aprender a usar as ferramentas, é importante que o professor possa entender como gerir o conhecimento – já que não é mais o “dono” dele – e a estimular trabalhos colaborativos.
Com a adoção das tecnologias digitais dentro e fora das salas de aula, o processo de ensino e aprendizagem vem se tornando, rapidamente, um grande desafio para uma geração de professores que estudou e aprendeu a ensinar em uma era pré-digital
Com a adoção das tecnologias digitais dentro e fora das salas de aula, o processo de ensino e aprendizagem vem se tornando, rapidamente, um grande desafio para uma geração de professores que estudou e aprendeu a ensinar em uma era pré-digital
A pedido do Porvir e para dar um gostinho do conteúdo do guia, Allan enumerou 15 passos para que os professores adotem tecnologias digitais como ferramentas pedagógicas na sala de aula. Confira!
1. Acredite que as tecnologias digitais podem colaborar para promover novas práticas pedagógicas;
2. Entenda como estes recursos podem ser incorporados à rotina escolar;
3. Conheça  algumas possibilidades que fazem sentido dentro da sua área de trabalho e se aproprie de algumas ferramentas tecnológicas;
4. Planeje novas estratégias de ensino que tenham o aluno no centro do processo de aprendizado e o professor como mediador da construção do conhecimento;
5. Pense em um ensino mais personalizado e uma avaliação que leve em consideração as necessidades de cada aluno, visto que o conhecimento está disponível e o foco da educação não é mais a transmissão de conteúdo, mas sim o desenvolvimento de competências e habilidades;
6. Incentive os alunos a pesquisar na internet. Oriente-os a pesquisar fazendo uso de palavras-chave e símbolos. Além disso, indique bibliografias e sites úteis para que desenvolvam com qualidade o trabalho;
7. Permita que os alunos comparem informações e discutam sobre os temas pesquisados, sinalizando a confiabilidade da informação;.
8. Estimule os alunos a produzir seus próprios textos, em diferentes formatos, a partir das pesquisas realizadas na internet e em outras mídias, bem como a mencionar autores e fontes pesquisadas;
9. Motive os alunos a participar de projetos colaborativos, inclusive com estudantes de outras escolas no Brasil e no exterior;
10. Crie ou estimule seus alunos a criarem um espaço virtual exclusivo para produção de trabalhos colaborativos (uma página no Facebook, um perfil no Twitter, um blog, um disco virtual);
11.  Incentive os alunos a compartilhar seus trabalhos na internet para que qualquer pessoa possa ter acesso, contribuir e fazer críticas;
12.  Valorize o uso de diferentes recursos tecnológicos para produção de trabalhos escolares, como vídeos, fotos, podcasts, blogs, slides, gráficos, banco de dados, ou seja toda e qualquer ferramenta que possa ser utilizada no dia a dia escolar ou futuramente no mercado de trabalho;
13.  Permita diferentes formas de manifestação e expressão no desenvolvimento dos trabalhos, dando espaço à criatividade e pró-atividade;
14.  Engaje os alunos em tarefas desafiadoras, que façam sentido para suas vidas, que proporcionem o trabalho em equipe e administração do tempo;
15.  Propicie a produção de games, estimulando o raciocínio lógico, com o uso de softwares de programação.

Artigo de José Manuel Moran: A integração das tecnologias na educação



















As tecnologias evoluem em quatro direções fundamentais:
Do analógico para o digital (digitalização)
Do físico para o virtual (virtualização)
Do fixo para o móvel (mobilidade)
Do massivo para o individual (personalização)
                                                                            
                                         Carly Fiorina, ex-presidente da HPackard

A digitalização permite registrar, editar, combinar, manipular toda e qualquer informação, por qualquer meio, em qualquer lugar, a qualquer tempo. A digitalização traz a multiplicação de possibilidades de escolha, de interação. A mobilidade e a virtualização nos libertam dos espaços e tempos rígidos, previsíveis, determinados.
 As tecnologias que num primeiro momento são utilizadas de forma separada – computador, celular, Internet, mp3, câmera digital – e caminham na direção da convergência, da integração, dos equipamentos multifuncionais que agregam valor.
 O computador continua, mas ligado à internet, à câmera digital, ao celular, ao mp3, principalmente nos pockets ou computadores de mão. O telefone celular é a tecnologia que atualmente mais agrega valor: é wireless (sem fio) e rapidamente incorporou o acesso à Internet, à foto digital, aos programas de comunicação (voz, TV), ao entretenimento (jogos, música-mp3) e outros serviços.
Estas tecnologias começam a afetar profundamente a educação. Esta sempre esteve e continua presa a lugares e tempos determinados: escola, salas de aula, calendário escolar, grade curricular.  
Há vinte anos, para aprender oficialmente, tínhamos que ir a uma escola. E hoje? Continuamos, na maioria das situações, indo ao mesmo lugar, obrigatoriamente, para aprender. Há mudanças, mas são pequenas, ínfimas, diante do peso da organização escolar como local e tempo fixos, programados, oficiais de aprendizagem.
As tecnologias chegaram na escola, mas estas sempre privilegiaram mais o controle, a modernização da infra-estrutura e a gestão do que a mudança. Os programas de gestão administrativa estão mais desenvolvidos do que os voltados à aprendizagem. Há avanços na virtualização da aprendizagem, mas só conseguem arranhar superficialmente a estrutura pesada em que estão estruturados os vários níveis de ensino.

Para ler o artigo completo, clique
http://www.eca.usp.br/moran/integracao.htm

"Sozinho, computador na sala de aula não faz nada", diz pesquisador

"A mera presença dos objetos técnicos em sala de aula não significa necessariamente inovação. Pode até ser um grande retrocesso. O computador sozinho não faz nada". A afirmação é de Edvaldo Couto, professor da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e pesquisador nas áreas de cibercultura, tecnologias educacionais e criação de narrativas em ambientes digitais.
Ele defende que nessa nova era tecnológica, o professor tem um novo papel. "O professor não é mais aquele que transmite um determinado saber pronto. Ser professor na cultura digital implica coordenar, orientar, incentivar a aprendizagem colaborativa e cada vez mais personalizada", disse Couto nessa entrevista ao Porvir.Doutor em Educação pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Couto é defensor do "uso de toda e qualquer tecnologia em sala de aula", mas desde que acompanhada de objetivos e métodos.
Couto foi palestrante em duas edições do congresso InovaEduca 3.0 –que discute práticas inovadoras na educação.  Na conversa, ele também defende que o conceito de educação 3.0 só terá sucesso no Brasil quando alguns problemas estiveram solucionados, como a falta de infraestrutura nas escolas e a má formação tecnológica dos professores.

Tecnologia a serviço da educação básica



  • TV Escola - É a televisão pública do Ministério da Educação destinada aos professores e educadores brasileiros, aos alunos e a todos interessados em aprender. A TV Escola é uma ferramenta pedagógica disponível ao professor: seja para complementar sua própria formação, seja para ser utilizada em suas práticas de ensino. Para todos que não são professores, é um canal para quem se interessa e se preocupa com a educação ou simplesmente quer aprender.
Você pode acompanhar a programação nos canais 4 / 8 / 12 ou 15 da NET (dependendo da cidade); no canal 235 da GVT, canal 112 da SKY; no canal 24 da Oi TV; nos canais 188 ou 9 da Vivo TV (dependendo da cidade) ou no canal 694 da Vivo TV DTH; no canal 123 da Claro TV, ou, gratuitamente, sintonizando sua antena parabólica: analógica - Hor /Freq. 3770 e digital banda C Vert /Freq. 3965. Na internet, a TV Escola está 24 horas no ar. 
  • Portal do Professor - O Portal do Professor é um ambiente virtual com recursos educacionais que facilitam e dinamizam o trabalho e um espaço para troca de experiências entre professores do ensino fundamental e médio. O conteúdo do portal inclui sugestões de aulas de acordo com o currículo de cada disciplina e recursos como vídeos, fotos, mapas, áudio e textos. Nele, o professor poderá preparar a aula, ficará informado sobre os cursos de capacitação oferecidos em municípios e estados e na área federal e sobre a legislação específica.

  • Salto para o Futuro - Programa dirigido à formação continuada de professores e de gestores da Educação Básica, o Salto para o Futuro integra a grade da TV Escola e tem como proposta debater diferentes tendências no campo da educação e contribuir para a reflexão da prática em sala de aula, utilizando diferentes mídias: TV, telefone, site com publicação eletrônica, fórum e e-mail.

O Salto para o Futuro produz edições temáticas, com a orientação de consultores especializados, que delineiam a trajetória conceitual dos programas, tendo como compromisso atender à diversidade e à complexidade do cenário educacional brasileiro.
A participação dos professores se tornou uma marca especial do programa. Múltiplas “vozes” de todo o país têm sido ouvidas e os questionamentos recebidos tornaram-se constitutivos dos debates.

  • Domínio Público - O portal Domínio Público se propõe a ser uma biblioteca virtual de referência para professores, estudantes e interessados em geral. O ambiente permite o compartilhamento gratuito do conhecimento e promove o acesso às obras artísticas, literárias e científicas em vídeos, fotos e textos que já estejam em domínio público, de acordo com a Lei Federal nº 5.988.

  • Guia de Tecnologias - O Guia de Tecnologias é composto pelas tecnologias pré-qualificadas em conjunto com as tecnologias desenvolvidas pelo MEC. Com essa publicação, o MEC busca oferecer aos gestores educacionais uma ferramenta a mais que os auxilie na aquisição de materiais e tecnologias para uso nas escolas públicas brasileiras.

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=18840&Itemid=811

Jogos e brincadeiras ajudam a descontrair ensino de matemática

Ao perceber que seus alunos do quinto ano do ensino fundamental não tinham os conhecimentos básicos de matemática, não manifestavam interesse nas aulas e chegavam a apresentar reações de antipatia pela disciplina e até de medo, a professora Amanda Oliveira de Souza Araújo resolveu buscar uma metodologia capaz de modificar a situação. Ela criou, assim, o projeto Brincando de Matemática.
Com uma proposta de aulas mais atrativas, que procura integrar atividades lúdicas com o conteúdo proposto pela disciplina, o projeto foi um dos vencedores da sétima edição do prêmio Professores do Brasil, na categoria Temas Livres, subcategoria Séries ou Anos Iniciais do Ensino Fundamental. “O objetivo geral do projeto é dinamizar as aulas de matemática, de modo que os alunos participem ativamente e construam conhecimentos de forma lúdica e prazerosa”, explica Amanda, professora da Escola Estadual de Ensino Fundamental Alexandre de Gusmão, em Nova Brasilândia d’Oeste, Rondônia.
O projeto desperta a curiosidade dos estudantes por meio de jogos que estimulam a criatividade e a capacidade de resolver problemas. Além disso, como as atividades são desenvolvidas em grupo, os alunos podem trocar ideias e compartilhar o conhecimento.
Na visão da professora, os jogos e as brincadeiras são importantes no desenvolvimento das atividades de matemática. Entre as razões para isso, ela cita a possibilidade de se criar um ambiente alegre e descontraído, “essencial a uma proposta de aprendizagem significativa”. Os estímulos à interação, o desenvolvimento de atitudes éticas e de respeito, de criar e seguir as regras dos jogos e de colaboração são outras vantagens citadas.
De acordo com Amanda, os estudantes devem se tornar agentes ativos no processo de aprendizagem e vivenciar a construção de seus conhecimentos. Ela salienta que cabe ao professor, como orientador dos alunos, oferecer a oportunidade para que eles formem o hábito de pensar e criar as próprias estratégias, desenvolver o raciocínio, adquirir mais segurança e fazer redescobertas. As aulas devem ser práticas e interessantes para que o aluno possa se sentir motivado e desafiado a construir o conhecimento de maneira agradável. “As aulas precisam ter sabor, despertar a curiosidade e ter significado para o educando”, ressalta.
Recursos — Durante a execução do projeto foram usados recursos como ábaco, quebra-cabeça Tangram, bloco lógico, fita métrica, balança, computadores, jogos fabricados pelos alunos, palitos de picolé, embalagens de produtos e outros materiais reciclados. Tais recursos ajudaram os estudantes a apreender conteúdo relativo a medidas de tempo, massa, comprimento e capacidade, área e perímetro, sólidos geométricos, adição, multiplicação e subtração e frações equivalentes, próprias e impróprias. “O projeto proporcionou notável desenvolvimento dos alunos na aprendizagem e também no interesse pelas aulas”, destaca a professora.
Satisfeita com o crescimento educacional dos alunos e com a premiação recebida, Amanda sente-se valorizada. “Ter meu trabalho reconhecido pelo MEC foi maravilhoso”, diz. Graduada em pedagogia (séries iniciais), pós-graduada em psicopedagogia e com 15 anos de experiência em sala de aula, ela diz que o prêmio representa um marco em sua vida, pois permitiu que levasse a sala de aula para todo o Brasil. “Conquistei a confiança da comunidade escolar com meu trabalho e a valorização da minha escola”, destaca. (Fátima Schenini)
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/conteudoJornal.html?idConteudo=3137

Vale a pena ler !!!! Entrevista com a diretora técnica do Instituto Crescer, Luciana Allan

EDUCAÇÃO NA MÍDIA

 
07 de fevereiro de 2013




USO DE TECNOLOGIAS EXIGE PLANEJAMENTO

Fonte: Revista Gestão Educacional




Cada vez mais presentes no cotidiano, as tecnologias têm alterado o modo de pensar e de estudar dos jovens – algo que, segundo a diretora técnica do Instituto Crescer, Luciana Allan, ainda não foi assimilado totalmente pelas escolas brasileiras. Com base nos ensinamentos da neuroeducação, Luciana defende que o papel do professor agora é muito mais de mediação das informações do que apenas de transmissão delas. No entanto, ela ainda acredita que são necessárias mudanças tanto na estrutura da escola como também na formação dos professores para a adoção plena das tecnologias na educação. Leia a seguir a entrevista exclusiva concedida por Luciana para a Gestão Educacional.
Gestão Educacional: A inserção das tecnologias no cotidiano das crianças mudou a forma como elas pensam. Quais são as mudanças que as tecnologias promoveram no processo cognitivo das crianças?
Luciana: O cérebro vem passando por uma evolução nos últimos tempos, com base na quantidade de informação processada e dos estímulos que são dados, tanto que há uma expansão de 20% do córtex cerebral das pessoas por conta disso. O fato de as crianças estarem expostas cotidianamente a uma série de recursos multimídia tem feito com que elas aprendam de uma forma diferente da que nós aprendemos, que era muito mais cartesiana, linear e baseada na leitura e escrita. Hoje, a forma como as crianças aprendem está muito mais embasada nos estímulos visuais, o que traz uma nova necessidade de o professor repensar o trabalho que faz em sala de aula e trazer cada vez mais as tecnologias para o cotidiano escolar. O fato de a criança ter estímulo visual, interagir com uma quantidade muito maior de informações e conseguir lidar com diferentes recursos tecnológicos não quer dizer que ela está aprendendo. O papel do professor é muito importante nesse processo. Teve uma pesquisa em que colocaram um grupo de crianças numa sala onde só tinha uma televisão, passando uma programação, e outro grupo, numa outra sala, onde tinha a TV e outros estímulos. Ao final, perguntou-se para as crianças o que elas lembravam que tinham visto e ambos os grupos lembravam-se das mesmas coisas. Ou seja, apesar de elas estarem expostas a uma quantidade enorme de informações, elas param muito menos para refletir e prestar atenção naquilo que estão vendo. O educador precisa fazer com que essas crianças reflitam sobre os processos e não simplesmente saiam usando tecnologia.
Gestão Educacional: E quais tipos de práticas que façam uso dessas novas habilidades das crianças o professor pode usar em sala de aula?
Luciana: Os professores devem ter cada vez mais em mente que é preciso trabalhar as competências das crianças e tirar um pouco o foco do conteúdo. Ele [o professor] tem que trabalhar competências de leitura e escrita, de raciocínio lógico, de comunicação, relacionamentos interpessoais, administração do tempo. E para isso você tem diversas tecnologias que podem colaborar nesse sentido. [Saber] qual é a melhor tecnologia para cada momento vai depender muito da estratégia de ensino que o educador quer promover. Não adianta a gente pensar que o caminho inverso é o caminho adequado. Como ainda não há muita clareza sobre a intencionalidade do que se quer fazer e há uma demanda muito grande, uma cobrança tanto da gestão como dos pais para que isso ocorra, os professores acabam às vezes se atropelando e fazendo um processo inverso. Muitas vezes isso acaba otimizando o péssimo: aquilo que já não era bom acaba se tornando pior, e a aula tende ao fracasso. Aí sim aquela preocupação que a gente tem que os alunos acabem entrando em sites que não deveriam acaba se tornando muito mais evidente. Se você não tiver muito claro o objetivo daquela aula, o trabalho que tem que ser feito, o aluno vai sair clicando por aí. Agora, se você tiver uma aula muito bem planejada, ele vai focar no que tem que fazer.
Gestão Educacional: Além das tecnologias, quais outros recursos os professores podem utilizar com as crianças para estimular essas competências?
Luciana: Eu acredito muito no trabalho com projetos. Ele possibilita que os alunos estejam envolvidos num desafio que pode acontecer de forma colaborativa, estimulando os relacionamentos, a administração do tempo, o foco na pesquisa, o uso de tecnologias para apresentar seus projetos e o processo próprio de produção de textos e de oralidade. Tudo isso acaba sendo possível quando você trabalha com projetos. Os alunos gostam disso. Se você sabe apresentar bem um projeto, de uma forma lúdica, envolvendo eles num contexto que tenha a ver com o mundo real – por exemplo, a simulação de uma redação de jornal, de um tribunal ou de um grupo de pesquisas de uma universidade ou da NASA [Agência Espacial Norte Americana] –, e eles têm ali um papel muito bem definido, eles acabam se envolvendo naquela atividade, trabalhando muito bem em equipe e desenvolvendo suas competências. O mercado está pedindo pessoas com essas competências, e se a gente só tem foco no conteúdo, na transmissão de conhecimento, estaremos perdendo essa oportunidade, não preparando esse jovem para isso.
Gestão Educacional: Com a internet, os alunos adquirem conhecimentos – didáticos ou não – muito antes do professor. Qual deve ser o papel do professor nesse cenário, em que ele não é a única fonte de conhecimento da criança e do adolescente?
Luciana: O educador tem que ser ainda mais o moderador desse processo de aprendizagem. O fato de o aluno ter o acesso à internet não quer dizer que ele tem acesso a uma informação qualificada, que ele ache a informação mais adequada. Há todo um trabalho que deve ser feito de orientação para pesquisa, para identificar se um site é confiável ou não, de uma preocupação que se tem que ter com direitos autorais, com [a forma de] referenciar essas fontes de informação que vêm da internet. Eles não sabem como fazer isso, e é papel do professor ensinar aos estudantes [essas práticas]. Então, o fato de eles estarem navegando na internet, novamente, não quer dizer que está havendo um aprendizado adequado. É necessário todo um processo de orientação para isso, o que é papel do professor.
Gestão Educacional: O professor está preparado para essa orientação?
Luciana: Não, o professor ainda não consegue entender muito bem o papel dele nesse novo processo, com raras exceções. Eles [os professores] ainda estão com um pensamento, com uma preocupação muito maior de que o aluno esteja fazendo “cópia e cola” e jogando essa culpa no aluno. A pergunta é: em que momento o professor parou e orientou aquele aluno a não fazer “cópia e cola”? A tendência inicial do aluno é fazer isso, é o primeiro movimento que ele tem de aprendizado. Para ele, aquilo é suficiente, e aí o aluno fica até indignado quando o professor desvaloriza aquilo que ele fez. Mas em que momento ele foi orientado? Esse professor sentou junto, mostrou como fazer uma pesquisa, usar os recursos avançados de pesquisa de um sistema de busca, identificar quem é o autor daquela informação? Aí sim, a partir do momento em que você dá todas essas orientações, você pode cobrar do aluno que copiou e colou.
Gestão Educacional: As escolas estão preparadas para esse novo tipo de aluno, que está acostumado a receber vários estímulos, que tem um pensamento muito mais rápido do que antigamente?
Luciana: Não, elas ainda não estão. É fato que a gente vive num momento de transição. Nós temos a internet, que é a grande mudança, a meu ver, nesse processo todo. Ela trouxe uma nova forma de acesso à informação. Antes, o conteúdo que se aprendia na escola ou na universidade era suficiente ou quase que suficiente para você ingressar no mercado de trabalho e exercer uma profissão ao longo da vida. Hoje, o que se considera “verdadeiro” já não é mais amanhã. Os conceitos estão sendo continuamente revistos, e a informação é atualizada o tempo inteiro; e por conta do quê? Por conta da internet. A velocidade com que as informações estão surgindo é muito maior, e isso trouxe uma nova dinâmica para a sala de aula, porque antes você tinha um livro didático, que se seguia do começo ao fim, e isso era suficiente. Hoje, você tem esse mesmo livro didático e, dependendo da descoberta que foi feita, a informação que está ali não é nem mais verdadeira. Então, isso tudo trouxe uma nova dinâmica, e as pessoas ainda estão buscando formas de lidar com tudo isso. E o sistema de ensino ainda é muito “quadrado”, antiquado. O nosso sistema de ensino ainda valoriza o vestibular, o pai ainda cobra a escola para que ela prepare o aluno para ele entrar numa universidade, as provas ainda estão embasadas em conteúdos, a estrutura em que estamos organizados é em grade curricular, nós temos aulas compartimentadas: uma de Português, uma de História, outra de Geografia... A gente tem toda essa estrutura, e as escolas ficam tentando levar essas ferramentas para dentro de um sistema que não atende mais a essa demanda. Você pensa numa estratégia de ensino e quer usar a tecnologia para o aluno pesquisar, mas aí tem que parar tudo, tem que trazer aquela estrutura para a sala de aula ou levar os alunos para o laboratório. Tudo isso dificulta também a organização.
Gestão Educacional: E falta formação adequada para os professores?
Luciana: Acesso à tecnologia, todo mundo tem. Tem pesquisas que mostram que quase todo professor tem um computador. Para fins pessoais, ele sabe utilizá-lo, usar o Word, acessar a internet, ler e-mails, acessar redes sociais... Então dizer que o professor não tem o conhecimento mínimo não faz mais sentido. O xis não está mais nessa questão. A questão está na dificuldade de levar isso para dentro da sala de aula. E essa dificuldade está na falta de conhecimento para fins educacionais, na falta de tempo para fazer uma aula bem planejada, pois você tem que parar, avaliar os recursos, usar o software, e o professor não tem esse tempo nem na rede pública, nem na particular. Falta infraestrutura de apoio para o professor em muitos casos, e falta espaço para que tudo isso aconteça. A falta de adoção das tecnologias não está mais nem no fato de o professor saber ou não mexer no computador. E as escolas estão cada vez mais numa corrida insana atrás de novos recursos quando, na realidade, não está conseguindo nem lidar com o recurso anterior. Nem sabemos trabalhar com o computador e já se está pensando no tablet. Não sabemos usar o tablet e já estamos pensando na lousa digital. Estão colocando toda aquela parafernália, exigindo que o professor use, mas em que momento esse professor pode parar, refletir e entender como pode usar esse recurso?

EMEB Tereza de Benguela e Francisval de Brito

Nesta sexta-feira dia 06 de setembro de 2013, as EMEBs Tereza  Benguela e Francisval de Brito receberam a equipe do NTM para as Oficinas  Uso e Manuseio de Tablet e Plataforma e-proinfo.




ATENÇÃO, ATENÇÃO!!!!

Professores, informamos que os cursos de IED, TIC e EP estarão acontecendo normalmente nas escolas pólos, conforme cronograma. Independente do movimento de GREVE...
dúvidas entrar em contato com o NTM Cuiabá- 3645-6535 ou com seu Tutor.


Tudo o que você pode esperar da tecnologia até 2030

Segundo o site da Tecmundo Previsões


Dizer que o avanço da tecnologia é incrivelmente rápido é estar em lugar comum. Já estamos acostumados a essa realidade e não nos deixamos mais assombrar com a quantidade de novidades que surgem a cada momento.
Entretanto, o constante lançamento de novos produtos, plataformas e conceitos cria uma série de possibilidades e necessidades até então inexistentes em nossas vidas. Quem imaginava, há cinco anos, utilizar o aparelho celular para acessar a internet da mesma forma que era feita computador?
Além do surgimento de novos recursos, há a evolução daquilo que já conhecíamos. Basta lembrar como era seu computador no início dos anos 2000 e comparar com os modelos atuais, que esbanjam velocidade e desempenho. Isso sem falar dos próprios celulares, que de “tijolos” se transformaram em pequenos centros de informação em seu bolso.


ATENÇÃO!!!

Informamos que estamos encerrando nossas Oficinas de Uso e Manuseio de Tablet na Ábaco Informática, caso necessitem de orientações, peçamos para a gestão da escola formar grupo de professores e agendar conosco pelo fone 3645-6535 NTM Cuiabá. Que iremos atender na escola.